Pela equidade de gênero

Com tantas experiências vivenciadas durante os anos, Luciana Campello, gerente do Instituo C&A, percebeu que o seu foco profissional e pessoal passou a ser a luta pela equidade  de gênero. Ela cresceu em uma família em que os temas justiça social, direitos e democracia sempre foram debatidos. Ou seja, discutir e reconhecer diferentes realidades sempre fez parte do seu cotidiano, até pelo fato de ter se mudado aos sete anos de idade para Portugal.


Foi na adolescência que Luciana teve a oportunidade de participar de uma organização internacional que a possibilitou conhecer pessoas de diferentes culturas. E isso ampliou ainda mais os seus horizontes. “Durante a faculdade de psicologia, comecei a estudar e pesquisar sobre direitos das mulheres e as construções sociais de gênero que impactam diferentemente homens e mulheres. Com isso em mente, busquei trabalhar na área da psicologia social e comunitária com um olhar para igualdade de gênero”, afirma Luciana. 


O seu interesse pelo tema foi se consolidando com o passar do tempo. A sua primeira experiência profissional foi no Ipas Brasil, uma organização não governamental voltada para a promoção dos direitos sexuais e reprodutivos e para o enfrentamento da violência sexual. 



Desde então, não parou mais. Em 2003, foi fazer um curso sobre desenvolvimento social e comunitário na Austrália. Foi nesse momento que algo chamou ainda mais a sua atenção. 


“Durante uma aula na disciplina de migrações, a professora mencionou a questão do tráfico de pessoas. Nunca tinha ouvido falar a respeito, mas isso não me saiu da cabeça. Voltei para o Brasil e escrevi minha monografia de conclusão de curso sobre esse tema, após conhecer uma brasileira que havia sido traficada para Israel e explorada sexualmente”, conta. 


Com uma trajetória profissional focada em equidade de gênero, em 2017, ela assumiu o Programa de Combate ao Trabalho Forçado e Trabalho Infantil e a agenda de Justiça de Gênero no Instituto C&A. 


“O setor da moda reflete as desigualdades sociais e de gênero que existem em nossa sociedade. Entendemos que a transformação para melhor passa pela equidade de gênero e pelo combate à discriminação baseada em raça, etnia, classe, orientação sexual, status migratório, entre outras questões”, diz Luciana.


Quer conhecer mais sobre essa história e saber como Instituto C&A trabalha com esse tema social? Clique aqui e leia a reportagem completa da revista Marie Claire. Todo mês uma história diferente sobre mulheres que estão transformando a indústria da moda.