Um Vale de oportunidades

09/06/2017 17:26

Quando se fala em Vale do Jequitinhonha, em Minas Gerais, logo se pensa na seca e na pobreza, mas a nossa expedição à comunidade de Tocoiós de Minas, localizada nessa região, conheceu a força e a cordialidade presentes no canto das mulheres fiandeiras e tecelãs, além da alegria das danças típicas dos moradores desse pequeno distrito que pertence à cidade de Francisco Badaró. 

Reunimos dez voluntários do Escritório Central (EC) e um grupo de mulheres rendeiras da OCA – Escola Cultural para participarem dos últimos preparativos da inauguração de um galpão de trabalho da Associação das Artesãs de Francisco Badaró. Esse espaço, inaugurado dia 3 de junho, foi construído com o nosso apoio e o da OCA com recursos da área Fortalecimento de Comunidades do Instituto C&A, da qual o programa Voluntariado faz parte. Os R$ 100 mil arrecadados nessas ações, somados aos recursos financeiros e às soluções de projeto encontradas pela própria comunidade e ao trabalho voluntário durante as obras, viabilizaram a construção do galpão. Além do evento de inauguração, foram realizadas uma oficina de cores e outra de precificação, identidade visual e organização de estoque.

No encontro dos nossos voluntários com as artesãs e a comunidade, todos compartilharam suas experiências, favorecendo o fortalecimento da mulher como produtora de conhecimento e a formação de novos grupos de mulheres. “A troca entre voluntários e comunidades é uma relação de ganha-ganha, na qual levamos expertises, habilidades e conhecimento do negócio e transformamos isso em uma moda para o bem comum. Em contrapartida, há também uma troca intensa de aprendizados locais e culturais junto às artesãs”, avalia a gerente de Fortalecimento de Comunidades, Daniela Pavan.

 

Com a palavra, o voluntário!

Abaixo, você confere o depoimento de alguns voluntários que participaram da ação.

 

“Foi uma experiência incrível! Nós compartilhamos conhecimento e aprendemos muito com as artesãs. É uma experiência que levaremos por toda a vida. Explicamos sobre a importância de trabalhar com um valor justo – considerando o tempo que elas gastam para fazer a peça e o preço da matéria-prima. Durante a oficina, levamos carimbos e papéis e ensinamos as mulheres a fazer uma etiqueta com a informação “feito à mão, com carinho” para informar o processo de confecção ao cliente. Como elas não tinham uma marca que fosse harmônica com o trabalho exercido por elas, promovemos uma discussão explicando como era importante um nome que as representasse, e assim nasceu a Fiarte, o novo nome da Associação de Artesãs de Francisco Badaró."

Viviane Constantino, voluntária e analista da área Sourcing

 

“Nossa ideia era mostrar para as mulheres como fazer uma palheta de cores a partir de frutos e flores disponíveis na região. No começo, elas fizeram combinações mais básicas, mas, à medida que iam ganhando confiança, começaram a fazer combinações mais ousadas, e o resultado foi incrível! Foi muito gratificante ver, ao fim do dia, várias mulheres voltando ao local da oficina para retirar suas pinturas e palhetas. A comunidade nos recebeu com muito amor e orgulho. Foi muito legal participar de um momento tão especial.”

Sophie Phelps, voluntária e trainee da área Comercial

 

Nossa galeria de fotos está recheada de bons momentos, clique aqui e confira!

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